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Tempos atrás, estava conversando amenidades com um aspirante a político da cidade, e papo vai, papo vem, de repente ele solta a pérola: “Então você é limeirense, de que família você é?”
Sim sou limeirense. Sou da família Silva, o senhor conhece?
O que mais me impressiona no interior é o fato de ainda existirem pessoas que relacionam questões de poder e status à meia dúzia de sobrenomes e famílias. Acredito que hoje a cidade tenha por volta de 300 mil habitantes, além de contabilizar uma infinidade de bairros novos que nem sei mensurar.
Diariamente, convivo com jovens profissionais e estudantes universitários, a maioria limeirense, com amplo conhecimento intelectual, que usufruem carreiras bem sucedidas, promissoras oportunidades de trabalho ou ocupam cargos de decisão, porém não carregam os tradicionais sobrenomes.
Ah se ele soubesse que nossa cidade abriga hoje inúmeros profissionais que aqui vieram a trabalho ou estudo, e hoje têm em Limeira sua nova morada. Se ele soubesse que grande parte dos limeirenses natos, hoje moram fora e atuam em empresas de outras cidades e até estados.
É só dar uma volta pela cidade para “perceber“ os novos ares, a amplitude geográfica, a juventude que está chegando e a atual realidade sócio-econômica do município. Talvez ele ainda não tenha ouvido falar em globalização, abertura de mercado, perfil profissional, headhunter e uma série de questões que mudaram drasticamente o cenário econômico e social ao redor do mundo, incluindo o pacato cotidiano de Lima city. |