 Saia Rodada é sucesso com "Lapada na rachada" |
Vi a matéria de Paulo Corrêa que trata sobre o mais novo sucesso musical do Piauí: Stefhany (no seu crossfox!!!).
Mas, isso não é nada diante da riqueza de canções toscas e mal feitas que grassam nesse país de meu Deus. Os grupos de forró que o digam. São de deixar Luiz Gonzaga se revirando no túmulo.
A começar pelos nomes sugestivos : Forroçacana (com cedilha mesmo), Muleka sem vergonha, Calcinha cheirosa, Cachorra da mulesta, Mulheres perdidas, Cueca branca, Dando o aro, Forró Safadão, Garota Safada e outras preciosidades.
Nessas bandas, a voz do cantor é sempre rasgada, com um forte sotaque nordestino forçado, parecendo que está brigando com alguém e muito p da vida. A coreografia é sensualíssima. Tem sempre duas mulheres seminuas, com pouquíssima roupa de um mau gosto atroz e que fazem pose e se esfregam no cantor. Geralmente há uma cantora oxigenada e rebolativa, com botas de cano alto (em pleno verão nordestino, imagine).
O pior são as letras, sempre colocando o homem em situação superior a da mulher, letras machistas em que o sexo masculino é quem comanda e tudo se resolve na cama. E os títulos das músicas, então? são do tipo: "Lapada na rachada"; "Você não vale nada, mas eu gosto de você" (esta pérola, inclusive, está na triha sonora da novela "Caminho fas Índias, da Rede Globo); "Quem vai querer a minha periquita", "Pega fogo, cabaré" e outras aberrações.
Letras do tipo: "Eu sou raparigueiro todo/Namorador demais
Sou bonequeiro, mulherengo e Forrozeiro/Onde tem mulher eu vou correndo atrás...Eu vou/Não é você quem vai fazer/Eu mudar o meu jeito de ser/Não é você quem vai querer que eu deixe os meus costumes por você..."
E outra:"Hoje é cachaça, mulher e gaia,/Aumenta o som que não güentar que saia,/Sou Cavaleiro, sou rei da gandaia,/Bote esse corno pra fora de casa./É desmantelo no meio da canela,/Eu digo hoje tem corno fechando a janela,/Morrendo de medo porque eu tô na área,
Coçando a cabeça pensando na gaia."
Poesia pura... A gente se sente na própria "casa da luz vermelha".
E tem gravadora ganhando dinheiro em cima desse tipo de "música". E os shows são lotados. Pois é. Não é só a Stefhany que é poderosa e absoluta. |