Quem Escreveu Este Artigo

círia SANTOS

o nome Círia é em homenagem a maior festa religiosa do mundo: o Círio de Nazaré. Quem escolheu foi meu pai. Tive uma infância divertida, tomando banho no rio Guamá e nos igarapés de águas cristalinas de Ourém. Gosto de ler qualquer livro, encarte, jornal ou embalagem de xampu. Escrevo letras e “invento” melodias para elas. Ganhei um violão quando fiz quinze anos, mas nunca me dediquei a aprendê-lo. Não ando sem batom. Não prezo quantidade e sim qualidade, seja na hora de fazer novos amigos ou na hora de comprar algo. Matemática não é o meu forte e sempre sonho com números. Gosto de filmes de terror em noites de chuva. Tenho fobia a gatos e não sei o verdadeiro motivo, mas gosto deles bem distantes. O que eu admiro em uma pessoa é o caráter. Odeio falsidades, academias de ginásticas, preconceitos e trânsito engarrafado. Minha mãe é meu exemplo e minha saudade. Meu pai é meu aconchego. Minhas filhas me ensinam a viver. Sou muito distraída e muito falante. Exagerada. Choro no final de novela ou assistindo filme romântico. Não gosto de trabalhos domésticos, mas sei cozinhar pratos deliciosos. Sou mais uma brasileira na luta.
Depois de Stefhany

18/02/2009 - 10:05:29


Saia Rodada é sucesso com "Lapada na rachada"

Vi a matéria de Paulo Corrêa que trata sobre o mais novo sucesso musical do Piauí: Stefhany (no seu crossfox!!!).

Mas, isso não é nada diante da riqueza de canções toscas e mal feitas que grassam nesse país de meu Deus. Os grupos de forró que o digam. São de deixar Luiz Gonzaga se revirando no túmulo.

A começar pelos nomes sugestivos : Forroçacana (com cedilha mesmo), Muleka sem vergonha, Calcinha cheirosa, Cachorra da mulesta, Mulheres perdidas, Cueca branca, Dando o aro, Forró Safadão, Garota Safada e outras preciosidades.

Nessas bandas, a voz do cantor é sempre rasgada, com um forte sotaque nordestino forçado, parecendo que está brigando com alguém e muito p da vida. A coreografia é sensualíssima. Tem sempre duas mulheres seminuas, com pouquíssima roupa de um mau gosto atroz e que fazem pose e se esfregam no cantor. Geralmente há uma cantora oxigenada e rebolativa, com botas de cano alto (em pleno verão nordestino, imagine).

O pior são as letras, sempre colocando o homem em situação superior a da mulher, letras machistas em que o sexo masculino é quem comanda e tudo se resolve na cama. E os títulos das músicas, então? são do tipo: "Lapada na rachada"; "Você não vale nada, mas eu gosto de você" (esta pérola, inclusive, está na triha sonora da novela "Caminho fas Índias, da Rede Globo); "Quem vai querer a minha periquita", "Pega fogo, cabaré" e outras aberrações.

Letras do tipo: "Eu sou raparigueiro todo/Namorador demais
Sou bonequeiro, mulherengo e Forrozeiro/Onde tem mulher eu vou correndo atrás...Eu vou/Não é você quem vai fazer/Eu mudar o meu jeito de ser/Não é você quem vai querer que eu deixe os meus costumes por você..."

E outra:"Hoje é cachaça, mulher e gaia,/Aumenta o som que não güentar que saia,/Sou Cavaleiro, sou rei da gandaia,/Bote esse corno pra fora de casa./É desmantelo no meio da canela,/Eu digo hoje tem corno fechando a janela,/Morrendo de medo porque eu tô na área,
Coçando a cabeça pensando na gaia."

Poesia pura... A gente se sente na própria "casa da luz vermelha".
E tem gravadora ganhando dinheiro em cima desse tipo de "música". E os shows são lotados. Pois é. Não é só a Stefhany que é poderosa e absoluta.


3 Comentários

Veja outros Artigos do mesmo Autor:



© Copyright 2008 jornalistas.blog.br