 Depoimento do jornalista Carlos Chinellato e mais ao fundo, advogados de Roni[e] e da PML |
Ainda sobre a famigerada e vergonhosa CPI dos funcionários fantasmas, um fato sucitou dúvida por este que vos escreve sobre a legalidade de procedimentos adotados [entenda-se manobra] pelos membros que a conduzem.
É o seguinte: a última reunião da Comissão Parlamentar, realizada na terça-feira, dia 17/11, teve no finalzinho da sessão um capítulo interessante e ao mesmo tempo esquisito.
Explico: o vereador Paulo Hadich [PSB] fez um requerimento solicitando a convocação dos quatro citados ou tidos como fantasmas na administração municipal. Ou seja Roni[e] Everson Muraoka, Elvécio Rui Lazari, Ailton Nunes dos Santos e Daniel de Almeida. A votação seria em bloco neste caso.
Imediatamente a vereadora Nilce Segalla [PTB] propôs que a votação fosse em separado, ou seja, um a um conforme já relatado em texto anterior.
Hadich não concordou e solicitou que seu requerimento fosse votado e foi isso que aconteceu. Foi negada a convocação dos quatro.
Na hora que isso aconteceu, todos em Plenário “depois que caiu a ficha”, ficaram revoltados com o vereador. O Secretário Jurídico da Casa, Fernando Lencioni, balançava a cabeça como se tudo tivesse ido pro espaço. A vereadora Elza Tank era a mais furiosa com o delegado-vereador. Quando as discussões começaram a tomar maiores proporções, foi feito o convite para que os membros da Comissão se reunissem na sala do fundo do Plenário.
Ali parecia que a CPI já tinha virado pizza. Pois uma decisão já tinha sido tomada através de votação. Ou seja, não convocar nenhum dos envolvidos significava o FIM DAS INVESTIGAÇÕES.
Ficaram nessa sala por cerca de 10 a 15 minutos. Em algumas oportunidades dava para ouvir a voz alta de Elza Sophia. Entretanto, um acordo deve ter sido feito, pois quando voltaram o vereador do PSB apresentou novo requerimento solicitando que apenas dois dos investigados fossem convocados: Muraoka e Elvécio.
Tudo o que foi dito até aqui foi só para perguntar sobre a LEGALIDADE dessa negociação realizada nos bastidores. Longe dos olhos de quem assistia. A votação anterior foi cancelada? Isso pode? O Regimento permite?
Em caso positivo, creio então que votações posteriores ou anteriores possam ser modificadas em reuniões sigilosas, "atrás do palco"!
Nós do jornalistas.blog.br não concordamos com a medida tomada, mesmo que a CPI já tivesse virado PIZZA naquele momento. Realmente acreditamos que a ação foi ardilosa. Ou não? |